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Depressão: como buscar ajuda para o mal do século?

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A depressão é considerada como um distúrbio emocional, apresentando sinais de tristeza profunda e falta de interesse por qualquer coisa. Saiba como curar.

 

A depressão é considerada como um distúrbio emocional. Uma pessoa com depressão apresenta sintomas típicos, como profunda tristeza e falta de interesse nas coisas mais banais, além de falta de apetite e de oscilações de humor que podem levar a tendências suicidas.

É necessário, no entanto, conhecer a diferença entre uma tristeza provocada por qualquer fato inesperado e os sintomas da depressão. Entender que se trata de uma doença é o primeiro passo para buscar ajuda de um especialista.

Um fato que possa causar tristeza pode demorar algum tempo para ser assimilado. A depressão, ao contrário de qualquer sentimento negativo, no entanto, pode durar até alguns anos ou a vida toda.

Assim, considera-se que uma pessoa esteja deprimida quando não sente ânimo ou vontade por mais de algumas semanas.

As causas para a tristeza que acomete as pessoas podem ser as mais diversas, provocadas por qualquer acontecimento trágico.

A depressão, por seu lado, pode ser provocada por problemas físicos, como, por exemplo, a produção de determinados hormônios, ou baixa autoestima, além de fatores genéticos ou ambientais, como a exposição a situações negativas.

Portanto, o acompanhamento de um especialista é essencial para fazer o diagnóstico e buscar o tratamento mais adequado, principalmente quando se sabe que a depressão é um mal que atinge cerca de 300 milhões de pessoas no mundo todo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

Diferenças entre tristeza e depressão

É preciso entender que existe uma grande diferença entre uma tristeza, causada por qualquer fato ou problema cotidiano, e a depressão.

Enquanto a tristeza pode causar sofrimento até que a pessoa possa assimilar o acontecimento, a depressão é uma doença que se instala progressivamente, levando a pessoa a apresentar sintomas diversificados, como, por exemplo:

  • Extrema apatia e falta de motivação;
  • Sensação de temor que antes não existam;
  • Perda de apetite e dificuldade de concentração;
  • Insegurança e falta de tomada de decisões;
  • Pessimismo com relação à vida;
  • Insônia;
  • Sensação de vazio e falta de vontade de fazer qualquer atividade;
  • Raciocínio lento e irritabilidade;
  • Ansiedade e angústia.

A depressão, além dos sintomas emocionais, pode causar alguns problemas físicos que não possuem causas aparentes, como, entre outros:

  • Problemas gastrointestinais, como indigestão, dor de barriga, má digestão, flatulência e constipação;
  • Dores no corpo, pressão no peito e tensão nos ombros e na nuca.

Havendo qualquer sintoma de depressão, a pessoa deve procurar ajuda médica, procurando fazer um diagnóstico e, no caso de ser o mesmo positivo, começar o tratamento mais adequado.

É importante que o paciente perceba que está com um problema sério, não devendo sentir vergonha ou medo pelo aparecimento da doença, buscando fazer o tratamento recomendado para voltar a melhorar sua qualidade de vida.

A estreita relação entre a depressão e o suicídio

Um dos maiores problemas causados pela depressão é a tendência suicida, muito embora nem todos os que sofrem com o problema corram o risco de chegar à fatalidade.

Alguns fatores causados pela depressão podem levar o paciente a apresentar pensamentos suicidas, como, entre outros:

  • A gravidade da depressão, que pode, em casos mais graves, aumentar o percentual de tentativas de suicídio;
  • O consumo de bebidas alcoólicas ou de drogas, que podem causar estados depressivos, potencializando a situação já existente;
  • Outros problemas existenciais, como a idade ou quando a pessoa é portadora de uma doença terminal;
  • Traumas psicológicos existentes, como abusos sexuais na infância.

Quando o quadro de depressão se apresenta, qualquer pessoa pode chegar a uma situação mais grave, podendo desejar pôr fim à vida, mesmo que não mencione o fato. Ou seja, uma pessoa depressiva é um candidato potencial ao suicídio.

Como se trata de uma doença com diversas causas e, portanto, bastante complexa, existem diversos fatores que podem agravar o quadro, podendo levar o paciente a buscar o fim de sua própria vida.

Uma desses fatores é a dificuldade ou a recusa em procurar tratamento, permitindo que a doença tenha sua evolução, levando a pessoa a não sentir vontade de fazer qualquer coisa para melhorar sua situação.

Existem também problemas ou doenças que podem causar consequências emocionais e físicas, levando a pessoa a apresentar um quadro depressivo ainda mais grave, assim como situações de perdas materiais que causam problemas graves na vida do indivíduo, levando-o a não perceber que existem motivos para continuar vivendo.

Tratamento depressão

As causas para o desenvolvimento da depressão

Atualmente, com o avanço tecnológico e medicinal, existem diversos tratamentos para a depressão, inclusive medicamentos específicos que ajudam o paciente a superar os sintomas apresentados pela doença.

Sabe-se, por exemplo, que a doença está relacionada a disfunção na produção de determinadas substâncias necessárias para sentir prazer nas coisas da vida, como, por exemplo, a serotonina.

A serotonina é um neurotransmissor, ou seja, um mensageiro cerebral, que faz com que os neurônios transmitam sinais entre si e para as células do organismo.

A serotonina é responsável pelo prazer e pela recompensa do cérebro quando fazemos algo interessante e sua ausência pode provocar os primeiros sintomas da depressão.

Além das substâncias químicas necessárias para manter o nível de qualidade de vida, podem ocorrer outros fatores na vida de uma pessoa que levam ao desenvolvimento da depressão, desde ocorrências desagradáveis até efeitos colaterais de determinados medicamentos.

Quando o paciente percebe quaisquer sintomas depressivos e não busca o tratamento adequado, pode provocar sérias consequências mentais, comportamentais, emocionais e físicas, podendo ser levado a um comportamento de risco que cause outros problemas de saúde ou sendo levado a consumir drogas ou bebidas alcoólicas.

Pensando em aliviar os sintomas, o depressivo pode dessa maneira, causar outros problemas mais sérios e graves, interferindo diretamente em sua vida pessoal e profissional, deteriorando suas relações sociais e seu próprio comportamento.

Devemos atentar para o fato de que a depressão pode se apresentar em pessoas de qualquer idade, estando relacionada, de forma comprovada, com as respostas fisiológicas.

O desânimo causado por um quadro depressivo pode ser resultado de causas físicas, provocando sintomas emocionais, reduzindo a sensação de bem-estar e levando o paciente a não buscar um tratamento, deixando-se conduzir pela própria depressão.

Riscos de complicações de um quadro depressivo

A depressão, além dos problemas relacionados com as emoções e angústia, o aumento de ansiedade e a falta de motivação, também pode apresentar sintomas de cognição depreciativos, como, por exemplo, menor rendimento no trabalho, falta de segurança com relação às decisões que devem ser tomadas, sensação de rejeição e de abandono, redução da autoestima e sentimento de culpa, levando o paciente a desenvolver tendências suicidas.

Com o agravamento do quadro depressivo, um paciente pode ainda desenvolver sintomas orgânicos, apresentando-se, entre eles:

  • Redução das defesas orgânicas no sistema imunológico;
  • Aumento nos processos de inflamação;
  • Cansaço extremado sem causas;
  • Fraqueza orgânica;
  • Perda da qualidade do sono;
  • Disfunções sexuais;
  • Dificuldade de concentração.

Segundo a medicina e os especialistas em tratamento de depressão, uma pessoa que não procura curar o problema pode ter redução de sua média de vida, decorrente das mudanças químicas provocadas no cérebro.

A maior parte das complicações causadas por um quadro depressivo é bastante grave, levando o paciente a apresentar, inclusive, problemas cardiovasculares, além do desenvolvimento de doenças cardíacas.

Como é feito o tratamento para a depressão

O tratamento para a depressão deve ser conduzido por um especialista, que pode prescrever medicamentos antidepressivos juntamente com sessões de psicoterapia.

Os medicamentos ajudam a restabelecer os níveis dos neurotransmissores cerebrais, gerando maior sensação de bem-estar, enquanto que as sessões de psicoterapia levam o paciente a perceber as causas da depressão, buscando sua cura.

A indústria farmacêutica oferece atualmente cerca de 30 medicamentos antidepressivos, que devem ser aplicados de forma controlada, uma vez que podem gerar dependência.

Alguns pacientes exigem ainda o tratamento preventivo da depressão, evitando o desenvolvimento de nos episódios depressivos.

Ao mesmo tempo, é necessário aplicar sessões de psicoterapia para ajudar o paciente a reestruturar sua vida emocional, levando-o a entender os processos que desencadeiam o quadro e buscando superar os problemas que o levam à depressão.

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